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Quarta-feira, Maio 11, 2005 :::

Pega aí que eu quero ver



Há prazeres na vida que são inexplicáveis. Tem gente que gosta gente, tem homem que gosta de animal, têm outros que não querem ninguém e acham isso fenomenal. Vai entender. Mas há um tipo de prazer que entrou na pauta de reunião dos meus neurônios esses dias. O prazer de ser corno.

Cansei de ouvir relatos de homens que pedem para suas mulheres para fazerem o famoso chananam com outra pessoa. Pior, há uma exigência: ele tem de assistir a tudo. O seu grande prazer é ver a sua mulher com outro.

Primeiro eu fiquei me perguntando por que prioritariamente isso só acontece com homem. Não consegui responder. O máximo que cheguei foi à reformulação de uma teoria que mereceria um texto à parte: só os homens nasceram para ser corno. As mulheres, nessa posição, são as enganadas, as coitadinhas que têm em seu parceiro um safado inveterado.

Voltando à vaca fria. Não sei por que cargas d´água existem caras que adoram ver suas mulheres sentando no quibe cru alheio. Eles adoram ver o palhaço estrangeiro sendo descabelado. Isso me fez parar para pensar no assunto. Cheguei até a fazer uma conferência dos meus neurônios com os de um amigo. Chegamos à conclusão de que é uma questão de ótica, uma questão de visão 3D.

O cara que gosta de ver sua mulher nessa situação, se imagina naquele lugar. É como se ele conseguisse ver a si mesmo de longe. Algo como desejar possuir a sua mulher e assistir à cena de longe, ao mesmo tempo. Já que ele não pode fazer isso em projeção astral, não pode curtir o rame-rame e sair do corpo para ter visão privilegiada, convence a mulher a dar para outro. Éeee uma feladaputagem só. Ou será que é só para pagar uma de corno com carteirinha?



escrito na porta por Luciano Marques , quando às 10:36 PM assumiu o trono


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